Um contexto
Internacional
Desafiante

Desenvolvimento Global
13.10.2026

Antónia Colibășanu – “Para nós, romenos, europeizarmo-nos era pertencer àquilo que sentimos ser a nossa alma”

Entrevista de Leonídio Paulo Ferreira a Antonia Colibasanu, oradora na 7ª Conferência […]

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Desenvolvimento Global
11.10.2026

Shogo Akagawa – “Japão deve reforçar a paz, democracia e Estado de Direito em tempos de tensão com a China”

Entrevista de Leonídio Paulo Ferreira a Shogo Akagawa, orador na 7ª Conferência […]

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Desenvolvimento Global
08.10.2026

Renato Flôres – “O Sul Global é a consciência da possibilidade de criar alternativas ao Norte avançado”

Entrevista de Leonídio Paulo Ferreira a Renato Flôres, orador na 7ª Conferência […]

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Desenvolvimento Global
08.10.2026

Intervenção do embaixador Francisco Seixas da Costa, presidente do Conselho Diretivo do Clube de Lisboa, na abertura da VII Conferência de Lisboa

Muito bom dia. Antes do mais, muito obrigado pela vossa presença nesta […]

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Desenvolvimento Global
08.10.2026

Presidente da República na abertura da 7.ª Conferência de Lisboa

Publicado no Sítio Oficial de Informação da Presidência da República Portuguesa, 08 […]

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Desenvolvimento Global
07.10.2026

Hein de Haas – “A única forma de reduzir a imigração é prejudicar a economia. E isso ninguém quer”

Entrevista de Helena Tecedeiro a Hein de Haas, orador na 7ª Conferência […]

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Desenvolvimento Global
02.10.2026

7ª Conferência de Lisboa – Num Mundo em Incerteza: A Reconfiguração da Ordem Global

A 7ª edição das Conferências de Lisboa realiza-se nos próximos dias 8 […]

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Desenvolvimento Global
11.09.2026

BRIEF 3/2026 – The Politics of Mutual Benefit: Power and the Struggle to Define Development Cooperation

A cooperação para o desenvolvimento é cada vez mais justificada através da […]

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Governação Global
11.09.2026

O 11 de Setembro que não acabou

Artigo de Opinião – Francisco Seixas da Costa   Só ao fim […]

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Desenvolvimento Global
01.09.2026

Desenvolvimento Global: Tendências

Ciclo de conversas online com Ana Paula Fernandes e especialistas sobre o […]

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O Projeto

O mundo encontra-se hoje particularmente marcado pela incerteza e volatilidade, com tendências complexas e por vezes contraditórias entre si. Uma certeza subsiste, porém: a interdependência é inevitável e não existem “ilhas” de desenvolvimento ou de paz, uma vez que os efeitos das crises e das assimetrias mundiais se estendem muito para além das fronteiras nacionais, exigindo também respostas mais concertadas a nível regional e global.

Um conjunto de crises cruciais para o futuro da humanidade conflui neste contexto incerto, incluindo:

  • a deterioração das condições de paz e segurança globais ao longo da última década, gerando outras crises (humanitárias e de deslocamento forçado);
  • as crises ambiental e de sustentabilidade, incluindo a crise climática;
  • a crise da democracia que inclui a pressão sobre as liberdades fundamentais, a erosão de mecanismos democráticos e crescentes ameaças ao Estado de direito e à atuação da sociedade civil;
  • a crise das desigualdades, reforçando a necessidade e a relevância da luta contra a pobreza, da proteção social e da promoção do trabalho digno, bem como de uma economia mais inclusiva e geradora de desenvolvimento.

O crescimento das tendências populistas e da desinformação, os efeitos económicos e sociais das guerras, as tensões geopolíticas e as disputas comerciais, bem como a fraqueza da governação global e das instâncias multilaterais, tendem a refletir-se numa maior concentração em necessidades e políticas internas dos países, num reforço de posições nacionalistas e de intolerância face ao “outro”, enfraquecendo.

“At one stage, international relations seemed to be moving toward a G2 world; now we risk ending up with G-nothing. No cooperation. No dialogue. No collective problem-solving. But the reality is that we live in a world where the logic of cooperation and dialogue is the only path forward. No power or group alone can call the shots. No major global challenge can be solved by a coalition of the willing. We need a coalition of the world.” – António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, Debate anual na Assembleia Geral das Nações Unidas, 20.09.2022.

Os desafios e assimetrias globais interpelam-nos sobre qual o nosso papel de cidadãos e sobre como podemos contribuir para o Desenvolvimento Global de forma consciente, informada e empenhada, com base nos valores que nos movem e nos princípios que nos sustentam enquanto Humanidade comum.

O projeto “Desafios Globais para um Desenvolvimento Global” contribui para uma reflexão crítica e informada sobre desafios globais para o desenvolvimento, numa perspetiva de cidadania global ativa e consciente. Especificamente, as atividades tornam mais presente e visível o desenvolvimento equitativo e sustentável e os valores da solidariedade internacional nas agendas públicas, dos decisores e dos media em Portugal.

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Um mundo mais seguro (safer)

Assistimos a uma deterioração das condições de paz e segurança, com o aumento da conflitualidade no mundo. Rivalidades e tensões geopolíticas contribuem para esse agravamento, sobrepondo-se a questões de segurança humana.

Os conflitos violentos são a principal causa de deslocamento forçado e fator gerador de crises humanitárias, muitas das quais persistentes e prolongadas, com necessidades de financiamento e resposta que não estão a ser atendidas pela comunidade internacional.

Os efeitos dos conflitos violentos – humanos, económicos, sociais, ambientais – comprometem as perspetivas de desenvolvimento. Por outro lado, os países com condições de paz positiva e de segurança mais sustentada têm maior capacidade de lidar com choques, sejam eles uma pandemia, uma recessão económica, ou um desastre ambiental.

A grande maioria dos países afetados por conflitos e/ou pela insegurança e violência estão em situação de grande fragilidade, A população total que vive nestes contextos deverá continuar a aumentar, mas a atenção internacional está longe de ser equilibrada, podendo gerar novos fatores de tensão e conflito e comprometendo as perspetivas de paz e de desenvolvimento.

O impacto económico global da violência atinge máximos históricos

Conflitos são a principal causa do deslocamento forçado

O número de vítimas mortais dos conflitos atinge números preocupantes

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Um mundo mais sustentável (greener)

O aquecimento global e o aumento de eventos meteorológicos extremos, as pressões humanas sobre os solos e os oceanos, ou a perda de biodiversidade e de ecossistemas são ameaças sem precedentes, afetando transversalmente o desenvolvimento e o direito à alimentação, à saúde, à habitação, ou aos meios básicos de subsistência.

Os países com rendimentos mais baixos são os menos responsáveis pelas alterações climáticas e estão entre os que mais sentem os seus efeitos. As assimetrias globais são consideráveis no que respeita às necessidades, pois várias regiões do mundo ainda se debatem com o acesso a água potável e saneamento básico, ou a energia fiável e acessível.

Para gerar benefícios mútuos e abrangentes, é necessário apoio adequado e soluções concertadas (incluindo na partilha de tecnologia) para uma transição equilibrada para economias “mais verdes”, assentes em modelos de gestão dos recursos naturais e de produção e consumo mais sustentáveis, em indústrias menos poluentes e em tecnologias mais limpas, sem esquecer as dimensões sociais e humanas.

A interligação entre as várias dimensões do desenvolvimento suscita também interrogações sobre os modelos a desenvolver na promoção da sustentabilidade e sobre as formas possíveis de conciliar as legítimas aspirações dos povos a uma vida digna com a necessidade de avançar rapidamente na transição climática e energética.

As pessoas e a economia
dependem da Natureza

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Um mundo mais justo (fairer)

Uma ordem internacional baseada em regras comumente aceites (rules-based system) é importante para a convivência pacífica entre Estados e regiões, no cumprimento do Direito Internacional e com enfoque no multilateralismo, no diálogo e na concertação.

O processo de globalização e outros fatores têm agravado desequilíbrios e exclusão de largos setores das sociedades, e os sistemas mundiais – comerciais, alimentares, digitais, financeiros, etc. – são marcados por grandes assimetrias. As relações de poder na tomada de decisão e nas parcerias denotam estas assimetrias, com os países mais pobres e vulneráveis a não terem poder ou voz em vários espaços onde as decisões que os impactam são tomadas. A polarização traz novos formatos de multilateralismo, mais flexíveis e fora de quadros institucionais rígidos, que têm efeitos nas decisões e políticas adotadas. Poderá o Pacto para o Futuro (2024) fornecer caminhos para a reforma da governação global?

Apesar da fragilidade de algumas estruturas de governação global na resposta aos desafios, verifica-se a importância crescente da agenda dos bens públicos globais e sua governação, que requerem respostas mais concertadas a nível mundial. O reforço das instituições multilaterais, incluindo uma gestão negociada e partilhada de bens comuns, bem como a ligação da governação global às necessidades dos cidadãos são questões essenciais para o desenvolvimento global.

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Desenvolvimento Global

O desenvolvimento sustentável interliga as dimensões social, económica e ambiental, tal como expresso na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com vista a prover as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. Com a incerteza generalizada a nível mundial, aprofundam-se as discussões sobre que agenda global para o desenvolvimento pode ser promovida, ou que condições existem para uma atuação concertada.

A crescente concentração de riqueza no mundo alerta para desigualdades agravadas, com vastos setores da população mundial a “serem deixados para trás”. O esbatimento da dicotomia mundial Norte-Sul, com a generalização de desafios de desenvolvimento, aponta também para a necessária distinção dos próprios países em desenvolvimento, bem como para a complexificação do sistema de cooperação internacional.

A diversificação das fontes de financiamento do desenvolvimento não tem colmatado a disparidade entre necessidades e financiamentos disponíveis, nem conseguido responder aos efeitos dos múltiplos choques desde 2020.

A crescente complexidade e fragmentação – de intervenientes, de instrumentos, de fóruns de discussão, de financiamentos, de estratégias e formas de atuação – traduz-se, também, na necessidade de aprofundar a reflexão sobre o papel que Portugal pode e deve desempenhar no seu contributo para o Desenvolvimento Global.

Gap de financiamento para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) continua a aumentar

Crises desde 2020

Temas
Abordados

O projeto foca-se em 4 vértices que correspondem a Desafios Globais, tendo o Desenvolvimento Global como centro da abordagem. Estes temas são abordados na ótica da Educação para o Desenvolvimento e Cidadania Global, almejando a um mundo mais seguro (safer), mais sustentável (greener) e mais justo (fairer).

Paz e Segurança

Paz e Segurança

Paz e prevenção de conflitos, fragilidade dos Estados, segurança humana, crises humanitárias e deslocamento forçado, promoção do diálogo e diplomacia, segurança e desenvolvimento…

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AMBIENTE E AÇÃO CLIMÁTICA

AMBIENTE E AÇÃO CLIMÁTICA

Defesa e proteção do ambiente, biodiversidade, poluição, gestão sustentável dos recursos naturais, produção e consumo mais sustentáveis, impactos da crise climática no desenvolvimento e na segurança…

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GOVERNAÇÃO GLOBAL

GOVERNAÇÃO GLOBAL

Ordem internacional baseada em regras comumente aceites, globalização mais equilibrada e inclusiva, gestão dos bens públicos globais, multipolaridade e multilateralismo…

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DESENVOLVIMENTO GLOBAL

DESENVOLVIMENTO GLOBAL

Riqueza/pobreza, desigualdades mundiais entre e dentro dos países, Agenda 2030 e condições para nova agenda, equilíbrio entre dimensões económica, social e ambiental, fontes de financiamento do desenvolvimento…

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Atividades

Eixo da reflexão, debate e produção
de conhecimento especializado:

Através do projeto, os atores do desenvolvimento (decisores políticos e técnicos, académicos, sociedade civil organizada, membros de organizações e redes nacionais e internacionais) refletem conjuntamente e produzem conhecimento sobre desafios globais para o desenvolvimento.

Eixo da comunicação
para o desenvolvimento:

Através do projeto, os desafios globais para o desenvolvimento estão mais presentes nas agendas mediáticas, através dos meios digitais e dos órgãos de comunicação social, contribuindo para a influência das agendas públicas e sensibilização dos cidadãos.

Mesas redondas especializadas multi-atores e Talks públicas

Briefs e Infografias sobre os temas do projeto

Consulta aos cidadãos sobre solidariedade internacional e bens públicos globais

Comunicar os desafios globais do desenvolvimento nos meios digitais: portal web, campanha e redes sociais

Publicação
“Desafios Globais para
o Desenvolvimento”

Conferência internacional

Comunicar as temáticas nos órgãos de informação escrita: artigos, entrevistas e reportagens

Comunicar as temáticas nos órgãos de informação de massa/multimédia: programas de rádio e TV

Parceiros

O Clube de Lisboa é uma associação com membros individuais e coletivos que partilham a visão de Lisboa como cidade global e como espaço de reflexão, debate e intervenção sobre temas prioritários e fraturantes da agenda internacional, com atenção particular aos desafios para Portugal e a Europa. É nossa razão de ser aumentar o conhecimento, promover novas visões e perspetivas, aprofundar a reflexão e impulsionar o debate sobre temas internacionais que afetam a nossa vida em sociedade e que impactam sobre a sustentabilidade do planeta e sobre o futuro das novas gerações.

A PCS pensa políticas públicas com o objetivo de promover uma sociedade civil ativa e um modelo de crescimento sustentável para Portugal. Contribui ativamente para o aprofundamento da construção europeia, para a capacitação dos países em desenvolvimento e para a promoção de uma globalização inclusiva e sustentável.

A UAL é a mais antiga Universidade privada do país e assume-se como um exemplo da capacidade de iniciativa e de empreendimento, que desde logo quis inovar veiculando novos conceitos na pedagogia, na investigação e na ligação com o mundo económico e laboral. A parceria para este projeto desenrola-se, em particular, com o OBSERVARE – Observatório de Relações Exteriores.